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Pesca do Lambarí

Wagner  ( Web Master , Wagner Fishing )

Apesar de seu diminuto tamanho, esse bravo lutador têm sido muito cobiçado pela sua esportividade, valentia e, principalmente, por ser um dos mais deliciosos aperitivos que conheço. Este peixinho torradinho com uma cerveja geladérrima é coisa pra sonhar.
Encontrado em todo o Brasil e em praticamente todo córrego de água, e também ativo o ano todo. Poucos peixes apresentam tais características, eis um dos motivos da fama deste valente peixinho de água doce. Se analisarmos a valentia deste peixe, considerando seu diminuto tamanho, podemos dizer sem dúvida tratar-se de um dos peixes mais valentes e vorazes de nossas águas interiores.
Para capturá-lo nada de sofisticado é necessário. Porém você poderá utilizar desde o caniço caipira (de bambu) até equipamento de fly. Simplesmente tudo que cair na água e estiver compatível com seu tamanho o lambari irá atacar. É muito comum capturá-lo inclusive com anzol sem isca alguma, tamanha a gula desta "fera".

Equipamentos

Caniço caipira: Pode ser caniço de bambu, muito bem escolhido, bem leve e com ponta fina, ou vara telescópica lisa de 1,80 m até 2,70 m, linha 0,18 a 0,25 mm, anzol maruseigo 6 a 14 e chumbo oliva de 5 gramas ou maior peso caso haja corredeiras no local a ser pescado.
Molinete Ultra-leve: Conjunto ultra-leve, que suporte linhas de no máximo 8 libras e, caso pesque com isca natural, chumbo de peso suficiente para proporcionar bons arremessos ou então bóia de arremesso.
Fly: Equipamento para linha #4 e moscas minúsculas.

Iscas

Para pesca com caniço utiliza-se comumente minhoca, podendo ser utilizada também polenta, pão amassado, massinhas e algumas pastas como a Marukyu Small Fish Paste. Todas dão ótimo resultado pois o mais importante é você estar preparado com um anzol de qualidade e com o tamanho certo, este é o item fundamental nesta pescaria. Outra isca comum e muito produtiva é a miçanga, veja quadro no final da página.
Para molinetes podemos utilizar também com muito sucesso iscas artificiais das mais variadas. As mais cotadas entre esses peixes são as varejeiras e spinners, mas vale citar que é comum capturar exemplares maiores nas iscas Teeny Wee Frog (sapinho), Crickhopper (gafanhoto) e Cat'r Crawler (larva), ambas da Rebel. Técnica ??? Nenhuma, basta arremessar e recolher, variando apenas a velocidade do recolhimento para verificar em que profundida os ataques são feitos com mais freqüência.
 
 

Miçangas - Um caso a parte

Uma das iscas mais produtivas para "enganar" nosso querido lambari é a miçanga. Pode ser utilizada tanto no caniço caipira quanto no molinete e os resultados são fantásticos. A maior vantagem é que desta forma você não precisa ficar iscando o anzol após cada ataque dos lambaris, pois trata-se de material duro e que dificilmente sai do anzol. No molinete é recomendável montar um chicote com aproximadamente 80 cm, com um chumbo na ponta da linha e a cada 15 cm um anzol, num total de 3 anzóis. Pode-se utilizar mais anzóis, mas além dos riscos de enroscos ainda compromete a esportividade da pescaria. As missangas são colocadas no anzol de forma que fiquem posicionadas na parte curvada do anzol, bem próximo a ponta do mesmo. É, talvez, uma das tarefas mais difícies introduzir o anzol na miçanga. Cuidado para não fisgar seu dedo. Para facilitar esse processo pode-se aquecer um pouco o anzol para endireitá-lo, facilitando a colocação da miçanga e, logo após, curvá-lo novamente.

Ao pescar solte a linha deixando ela tocar o fundo e, de tempo em tempo, de alguns pequenos toques e recolha um pouco de linha para dar movimento à isca e atrair os peixinhos. Desta forma é comum, ao recolher-se a linha, ter capturado um lambarí em cada anzol.

Boas pescarias !